sábado, 10 de dezembro de 2011

Tempo, tempo, tempo...

Cansei...
Chega...

tempo, tempo, tempo...

Dezembro passa arrastado e o meu coração dispara cada vez que eu lembro o que deixei pra trás.

Será que vale a pena tanta lutar para ganhar uma vaga, um espaço, um cara, um milhão...?
E seu eu cansar de tudo isso? Jogo onde?
E quando você descobre que lutou pela coisa errada?

É bom saber que algo deu certo. E o que deu, ainda dura, ainda me faz sorrir. Em compensação, o resto...me cansa, me decepciona e me deixa uma lacuna!

"Tempo, tempo, tempo...vou te fazer um pedido..."

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Falta pouco!

E de repente, quando eu abri os olhos faltavam exatamente 4 semanas para o Natal!
O ano árduo está finalmente terminando e as coisas estão saindo melhor do que eu esperava.
Às vezes é preciso que sejamos colocados a prova para descobrismos nossa real capacidade de vencer e superar limites.
No finalzinho as coisas estão acontecendo como eu previa. Uma força maior não permite, nem por um minuto, que eu desanime.
Ele voltou, a poeira baixo, algumas batalhas eu vencí e ainda tem mais um pouco de deserto até o merecido paraíso.
Antes que a primavera termine e o Sol venha brilhar comigo eu preciso matar mais alguns "leões".
Falta tão pouco...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Depois de Agosto.

...E aí Agosto chegou. E com ele minha vida, outra vez.

Definitivamente Agosto foi o mês que me reergueu.
Depois de um Julho deflagrado e vazio, cheio de marcas, sombrio e confuso, finalmente Agosto chegou. E trouxe luz.
Eu percebi que as coisas que faziam sentido na minha vida sempre estiveram perto de mim. Percebi que, na verdade, eu não devo e nem preciso ficar chorando por coisas ou pessoas que estão tão longe de mim. Até porque, eu também percebi que, essas coisas ou pessoas estão longe de mim por um simples motivo: porque querem estar. Porque não fazem parte da minha vida.
Talvez tenham feito parte de algum momento, de uma fase, mas aprendi uma coisa: "Muitas pessoas passam pela sua vida, as atitudes determinam quem deve ficar". Isso basta para me convencer.
A vida tem sido tão generosa comigo. São tantos os projetos, contatos, reconhecimento e coisas boas acontecendo que o mais justo é que o final de junho e o período de julho permaneçam enterrados. Junto com tudo aquilo que me fez mal.
Em Agosto eu só sorri. Fiz a escolha certa quanto a minha profissão, porque como diria um conhecido meu, "escolha trabalhar naquilo que você ama, e não trabalhará nem um dia de sua vida."
Agosto teve gosto. Finalmente, gostoso, Agosto.
Quanto ao resto? Fica a gosto. A gosto de quem vive. Nem lembro mais daquele, ou daquilo, que me deixou um gosto amargo.
Agosto me ensinou a ser mais doce outra vez.
Mas Agosto se foi. Hoje já é Setembro. Setembro trouxe motivação.
Hoje o Rafael nasceu. E por ser filho de pessoas que deram gosto ao meu Agosto, Setembro trouxe esperança também. É nela que eu continuo encontrando forças.
Depois de Agosto, o mundo ganhou gosto, outra vez. Voltei. Segui em frente, a MEU gosto!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sem essa de cautela, vai!

Mais uma vez estou com aquela sensação de que tudo foi em vão.
A ideia de ter sido apenas uma peça fraca de teste no meio de um jogo de gente grande me assusta, me deixa confusa e com raiva.
Eu odeio ter que confessar que fui avisada.
Não me lembro mais o motivo que me motivou, que me deixou cega. Só consigo lembrar daquela vontade de seguir meus extintos, de não olhar pra trás, de não pensar e o pior...de estar gostando. Eu lembro bem dessa sensação. Mas agora não consigo mais senti-la. Isso porque eu sou uma gemeniana nata e preciso ser motivada e alimentada constantemente para que eu não deixe nada pelo meio do caminho.
Na verdade, acho que as coisas começaram a ficar pelo meio do caminho naquela hora do silêncio. E logo depois ela disse: "...não adiantaria."
Talvez não adiantaria eu ter brigado. Talvez não adiantaria eu ter questionado tanto, ter enfrentado e passado por cima, sem pensar em nada. Talvez não adiante eu tomar qualquer atitude quanto a qualquer injustiça que possa ter acontecido...mas, mesmo assim eu fiz. Entende? Mesmo com a possibilidade de "não adiantar", eu fui lá e fiz.
E esperava que o mesmo tivesse sido feito por mim. Só isso.
Eu gritei, briguei, bati a porta e fui embora.
Ele tinha um problema. Eliminou o problema. E pronto. Fim de papo.
No dia seguinte? Tudo normal. Tudo na mais perfeita calma. Só que agora, sem desobediência, sem malcriação e, claro, sem questionamento. Como sempre foi!
E ainda por cima, eu sou alertada, todos os dias, a não cuspir no prato que comi. Só esqueceram de uma coisa: Eu passei fome esse tempo todo. Fiz greve de fome.
Foi pra chamar atenção mesmo. Eu me enganei e pensei que era protagonista, que era a heroína da parada. Eu não era. Era só uma peça, que por enquanto, não tem mais lugar no jogo.
Já tive essa sensação antes. Na primeira vez, não deixei por menos. Fui lá e tomei uma atitude. Resultado: nenhum. Estou até hoje esperando um resultado.
Enquanto isso o Sol vai nascendo todos os dias, pessoas continuam morrendo, a inflação continua subindo, a pobreza continua existindo em massa, e assim vai.
Entende que nada mudou? Pode ser que não mude agora também. Mas mesmo assim, eu fui lá e fiz. Sem essa de cautela.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Há momentos em nossas vidas que precisamos decidir de que lado queremos estar.
Não importa o quanto você fuja desse dia. Uma hora chega.

Destino é algo que me assusta.
Toda vez que eu penso que as coisas em minha vida estão predestinadas à acontecerem desde antes de eu nascer, me dá um frio na barriga e me faz pensar que talvez os dias de dúvidas, ansiedade e lutas podem ter sido em vão. Simplesmente porque algo iria ou não acontecer, e eu nada poderia fazer contra aquilo.

Há duas ou três semanas atrás eu fui demitida.
Não sei explicar bem o que houve. O que eu consigo me lembrar com muita clareza é de um homem que parecia um ditador, impondo regras, forçando a "boa" convivência (ao modo dele), sempre perto e ao mesmo tempo sempre distante. Parecia com medo de não ser respeitado, de estar sendo seguido, de estar sendo traído, de não estar fazendo a coisa certa. Por isso desrespeitava. Por isso seguia os outros, por isso traía e quase sempre fazia a coisa errada, do jeito errado.

Confesso que antes de começar a faculdade eu cheguei a pensar que dentro do ramo do Direito haviam apenas pessoas que tinham o dom dos justos, que idealizavam o bem comum, que lutavam pelo certo, pelos fracos, pelo equilíbrio e que todos eles tinham em sua mesa da sala uma estatueta da justiça, carregando aquela espada, aquela balança, só para admirar.
Cheguei a imaginar também que talvez nem todo mundo pensasse assim, mas que fizesse a coisa certa.

Hoje, eu sei que poucos são os que lutam pela justiça. Que exercem o seu papel dentro do Direito como um verdadeiro guerreiro, que nem todos querem o bem comum e que alguns fazem unica e exclusivamente por dinheiro. Triste.

De nada me arrependo.
Aprendí que para bem atuar no Direito a gente precisa se apaixonar por nossas causas. Eu estava cega de raiva e cheia de esperança de conseguir mudar alguma coisa depois de tantos anos. Não pensei nas consequências. Nem na época e nem agora. Nem vou pensar, porque não consequência. Haverá apenas frutos. Ainda creio.

Pra quem duvidava do teor da fábula, ouviu minha voz.
Aí é que eu digo que o destino entra. Não era minha vontade, não foi programado. Mas essas coisas costumam cair de paraquedas em cima das minhas mãos.

Quanto está valendo essa briga aí? Eu vou levar. Das grandes, por favor.
Foi assim.

Eu quis falar alto, quis jogar tudo no claro. Coloquei as cartas na mesa.
Eu sei, de início, eu não queria me envolver. Lutei contra mim, contra meus extintos. Mas quando eu ví, já estava alí na frente dele, olhando firme em seus olhos, questionando-o. Olhei feio mesmo. Batí a porta, disse que "não" e não, não, não...."Não precisa vir mais...". Foi o que ele disse.

Mais tarde ouví dizer que eu muito o questionava. Assim não dava.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Até quando?

Ontem, assim que liguei a televisão ouví falar de um rapaz de 24 anos que invandiu uma escola e matou crianças entre 10 e 13 anos. Assim, sem motivo. Uma cena, em especial, me comoveu. Uma mãe que foi reconhecer um corpo no IML e saiu de lá cheia de esperanças quando descobriu que aquele corpo não era o de sua filha. Algumas horas mais tarde, ela foi chamada novamente ao IML, mas dessa vez, era sua filha. Morta. Com um tiro na cabeça. Eu fico pensando...essa mãe só levou sua filha pra escola bem cedo, como fazia todos os dias. E quando já estava em casa, pensando no que fazer de almoço pra quando sua filha chegasse da escola com fome (como devia acontecer todos os dias)...enfim...ela nunca mais chegará. Sinceramente, eu acredito muito Deus e que Ele tem o domínio de todas as coisas e o detino de todos em Suas mãos...mas, sinceramente, não consigo achar uma (nem meia) explicação pra esse fato. Como crianças perdem suas vidas, assim? Nas mãos de um maluco, de um doente, psicopata, sei lá.... Não consigo aceita, nem me conformar. Acho que o meu medo é que a gente acabe se conformando, mesmo. Que isso vire rotina. Eu não me preocupo só com as pessoas que morrem, que são vítimas. Me preocupo com as pessoas que matam, que estão enlouquecendo, pirando... De fato, não tem nada pior do que perder a consciência, a razão... É nessas horas que a "fé" entra em ação. Eu não vejo uma solução, mas rezo. Rezo todos os dias e me arrependo por cada pedacinho de pecado e de sofrimento que eu possa ter causado. E acho que se todo mundo tentasse se arrepender um pouquinho só por seus pecados e olhassemos mais para nossos "irmãos" o nosso mundo mudaria de cor. Até quando permitiremos que pais matem filhos, que filhos matem pais, que mães matem filhos dentro de seus próprios ventres, que famílias se destruam por dinheiro, que amizades se interrompam por ambição...até quando?

sábado, 19 de março de 2011

...Força!

O ano de 2011 mal começou e às vezes tenho a impressão de estar vivendo os meses de setembro, outubro....
Manja aquela sensação de energia esgostada, de apertos, de dias interminaveis que geralmente enfrentamos ao final de cada ano? Então...tenho me sentido assim, quase todos os dias!

Confesso, eu sabia que esse ano não iria ser fácil. Ouví um papo aí de que 2011 é um ano espiritual, cabalístico, sei lá. Acho que é aquele ano que a gente planta, pra colher nos próximos. Por isso é que parece difícil. Por algum momento pareço estar sendo testada, pra ver até onde eu mereço as glorias.
Mas pra minha fé, isso tem feito bem. Eu que sempre estive em conflito com a tal da fé, hoje, andamos lado a lado. Acredito 24 horas por dia.

Meu coração aperta. Não vou mentir. Mas eu vou chegar lá...falta pouco....e eu sei que os frutos...eu vou colher!

"Força força força e coragem coragem coragem para continuar continuar continuar em direção ao caminho da verdade verdade verdade..."